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Refer锚ncias Bibliogr谩ficas

Livros:
MUZART, Zahidé Lupinacci. Maria Firmina dos Reis. In: MUZART, Zahidé Lupinacci. Escritoras brasileiras do século XIX: antologia. Florianópolis: Editora Mulheres/Santa Cruz do Sul: Edunisc, 1999, p. 264-284.
MOTT, Maria Lúcia de Barros. Submissão e resistência. A mulher na luta contra a escravidão. São Paulo: Contexto, 1988, p. 61.
SCHUMAHER, Schuma; BRASIL, Érico Vital (orgs.). Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2000.

Tese:
MENDES, Algemira Macedo. Maria Firmina dos Reis e Amélia Bevilaqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX. Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul .


Maria Firmina dos Reis
(1825-1917)
Educadora e escritora do século XIX.

Maria Firmina dos Reis nasceu na ilha de São Luís do Maranhão, em 11 de outubro de 1825. Filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Em 1830, mudou-se para a Vila de São José de Guimarães, município de Viamão. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna. Esse acolhimento teria sido crucial para a sua formação. Como parte dessa formação, foi incentivada pelo escritor e gramático Sotero dos Reis, seu primo por parte de mãe, a dedicar-se na busca pelo conhecimento.

Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão, sendo aprovada. Nessa região, exerceu a – profissão como professora de primeiras letras, de 1847 a 1881.

Em 1859, publicou o que é considerada sua principal obra e um dos primeiros romances abolicionistas da literatura brasileira – Úrsula. Em que narra a condição da população negra no Brasil. Obra classificada como um dos primeiros escritos de uma mulher negra brasileira e com forte imersão em elementos da tradição africana.

Maria Firmina viveu em um contexto de extrema segregação social e racial. Tendo em vista esse cenário, podemos considerar o romance Úrsula um ato de coragem. No entanto, como era comum numa época em que as mulheres viviam submetidas a inúmeras limitações e preconceitos, principalmente as mulheres negras, a educadora e escritora omite seu nome como autora, utilizando apenas a designação “Uma Maranhense”. As questões da população negra e sua condição na sociedade inquietava e mobilizava a educadora. Então, em 1887, escreveu um conto sobre o mesmo tema, “A escrava”, e, em 1871, publicou a obra de poesias Cantos à beira-mar.

Maria Firmina não tinha posses, mas não vivia na probreza. Ocupava um lugar intermediário, porém mais próximo da pobreza do que da riqueza. Foi professora de primeiras letras e colaboradora de jornais literários, publicando poesias, ficção e crônicas. Ao se aposentar, no início da década de 1880, funda a primeira escola mista gratuita do estado do Maranhão. Essa iniciativa causou escândalo no povoado de Maçaricó, e a escola foi fechada.

Faleceu em 11 de novembro de 1917, em Guimarães, município do estado do Maranhão. Teve uma vida dedicada a ler e escrever, descortinando, assim, novos horizontes para as mulheres negras brasileiras.


Informa莽玫es Relacionadas

Úrsula (romance): 1859: Tipografia Progresso;
Gupeva (romance): 1861/62: publicado em O jardim dos maranhenses e, em 1863, no jornal Porto Livre e no jornal Eco da Juventude, e transcrito em José Nascimento Morais Filho, Maria Firmina – Fragmentos de uma vida, Imprensa do Governo do Maranhão, 1975;
“A Escrava” (conto): 1887: Revista Maranhense, nº 3. Republicada em José Nascimento Morais Filho “Maria Firmina – Fragmentos de uma vida, Imprensa do Governo do Maranhão, 1975;
Contos à beira-mar (poesias): 1871: Typografia do País (no Maranhão); 2ª edição por José Nascimento Morais Filho, Rio de Janeiro, Granada, 1976;
Hino de libertação dos escravos: 1888;
Participou da antologia poética Parnaso Maranhense;
Publicou poemas nos jornais literários: i. A Imprensa; ii. Publicador Maranhense; iii. A Verdadeira Marmota; iv. Almanaque de Lembranças Brasileiras; v. Eco da Juventude; vi. Semanário Maranhense; vii. O Jardim dos Maranhenses; viii. Porto Livre; ix. O Domingo; x. O País; xi. A Revista Maranhense; xii. Diário do Maranhão; xiii. Pacotilha; xiv. Federalista.
Composições musicais: i. Auto de Bumba meu boi (letra e música); ii. Valsa (letra); iii. Hino à mocidade (letra e música); iv. Hino à liberdade dos escravos (letra e música); v. Rosinha (valsa – letra e música); vi. Pastor estrela do Oriente (letra e música); vii. Canto de recordação (à Praia de Cumã) (letra e música).

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Firmina_dos_Reis. Data da pesquisa: 14/7/2013.
Editora Mulheres: http://www.editoramulheres.com.br/ursulaposfacio.htm. Data da pesquisa: 14/7/2013.
Jornal Pequeno: http://blog.jornalpequeno.com.br/dinacycorrea/2013/04/maria-firmina-dos-reis-poetisa-escritora-e-educadora-maranhense/. Data da pesquisa: 14/7/2013.