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Refer锚ncias Bibliogr谩ficas

Prado, Antônio Arnoni. Lima Barreto: Literatura Comentada. Nova Cultural, 1988.

Obras do autor

Romances
Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909); Triste fim de Policarpo Quaresma (1915); Numa e a ninfa (1915); Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919); Clara dos Anjos (1948).

Sátira
Os bruzundangas (1923); Coisas do Reino do Jambom (1953).

Conto
Histórias e sonhos (1920); Outras histórias e Contos argelinos (1952).

Artigos e crônicas
Bagatelas (1923); Feiras e mafuás (1953); Marginália 1953; Vida urbana (1953).

Outros
Diário íntimo (memória) (1953); O cemitério dos vivos (memória) (1953); Impressões de leitura (crítica) (1956); Correspondência ativa e passiva (1956).


Lima Barreto
(1881-1922)

Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, filho de um tipógrafo e de uma professora, ambos mulatos. Optou inicialmente pela carreira de engenheiro, mas teve que abandonar o curso em 1902, para assumir a chefia e o sustento da família – órfão de mãe desde os sete anos, naquele ano via seu pai desenvolver uma enfermidade mental. A família mudou-se então para o subúrbio do Engenho de Dentro.

Trabalhou como amanuense concursado na Secretaria de Guerra, o que lhe deu relativa estabilidade financeira. Foi neste período que começou a escrever na imprensa carioca, colaborando com o Correio da Manhã, Jornal do Commercio, Gazeta da Tarde e Fon- Fon.

Funcionário público, cronista e romancista, Lima Barreto viveu intensamente sua condição de pobre e mestiço na sociedade carioca. Na secretaria onde trabalhou, sempre foi preterido em função de sua participação no julgamento que condenou militares, envolvidos no assassinato de uma estudante. Era vítima de preconceitos e experimentou todas as contradições do início do século, entregando-se à depressão e ao álcool. Esteve duas vezes internado no Hospício Nacional devido à bebida, em 1914 e 1919.

Lima Barreto foi visto pela crítica como sucessor de Machado de Assis. Pioneiro do romance social, sua obra é uma crônica autêntica dos subúrbios cariocas, retratando de um lado sua população pobre e oprimida e, de outro, o universo simbólico da classe dominante.

Consciente de sua condição, refletia em suas obras o preconceito racial, a pobreza, a truculência militar e a hipocrisia que cercavam as relações da sociedade republicana no início do século. Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras sem sucesso. Na primeira vez, seu pedido não foi sequer considerado. Na segunda, não conseguiu ser eleito. Posteriormente, recebeu menção honrosa da Academia, pela publicação da obra Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, em 1919.

Militou na imprensa socialista, publicando um manifesto em defesa do comunismo no semanário alternativo ABC. Entre suas principais obras estão Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915) e Clara do Anjos, esta publicada postumamente, em 1948.

Foi aposentado em dezembro de 1918, em função de sua doença. Mudou-se com a família para Todos os Santos, onde morou até morrer de colapso cardíaco, em 1° de novembro de 1922.

Em 1956, sob a direção de Francisco de Assis Barbosa, com a colaboração de Antônio Houaiss e M. Cavalcanti Proença, toda a obra de Lima Barreto foi publicada em 17 volumes. Nas décadas seguintes, seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, russo, espanhol, tcheco, japonês e alemão, e foram tema de teses de doutorado nos Estados Unidos e na Alemanha.



Informa莽玫es Relacionadas

www.cervantesvirtual.com/portal/FBN/biografias/lima_barreto/index.shtml
Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora africana. SP: Selo Negro, 2004.
Resende, Beatriz. Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos. R.J./S.P.,Editora UFRJ/Editora UNICAMP, 1993
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