Todos os Her贸is

Refer锚ncias Bibliogr谩ficas


AMADO, Jorge. Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios. Ilustrações de Carlos Bastos. Rio de Janeiro: Record, 1977.
BAIA, Luiz César dos Santos. Sala do Artista Popular: Tradição, Identidade e Mercado. Rio de janeiro: Unirio, 2008 (dissertação de metrado).
BIAGGIO, Talento & COUCEIRO, Luiz Alberto. Edison Carneiro: o mestre antigo: um estudo sobre a trajetória de um intelectual. Salvador: Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, 2009.
OLIVEIRA, Waldir Freitas e LIMA, Vivaldo da Costa. Cartas de Édison Carneiro a Artur Ramos: de 4 de janeiro de 1936 a 6 de dezembro de 1938. São Paulo: Corrupio, 1987.


Edison de Souza Carneiro
(1912 鈥 1972)
Antropólogo, escritor e folclorista. Intelectual com trajetória profissional voltada para ações afirmativas e políticas culturais de afirmação do negro no Brasil.

Edison de Souza Carneiro nasceu em Salvador em 12 de agosto de 1912, filho de Antonio Joaquim de Souza Carneiro e Laura Coelho de Souza Carneiro. Advogado e escritor, etnólogo, folclorista, historiador, foi um dos mais destacados pesquisadores da cultura popular, tendo participado de movimentos que visavam o conhecimento e a valorização do folclore nacional. Estudioso dos temas afro-brasileiros, tornou-se a maior autoridade nacional com relação aos cultos de origem africana e os problemas de aculturação dos africanos no Brasil.

Estudou na capital baiana, diplomando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935, participou do grupo literário Academia dos Rebeldes, juntamente com Jorge Amado, que publicou com ele e com Dias da Costa a novela Lenita n’O Jornal, em 1929. A partir de 1933, passou a se dedicar ao estudo da cultura brasileira de matriz africana, em 1937 fundou a federação das casas de candomblé baianas, sob a denominação de União das Seitas Afro-Brasileiras da Bahia.

Em 1937, juntamente com Arthur Ramos, organizou o II Congresso Afro-Brasileiro; neste evento além dos intelectuais e membros do movimento negro, foram convidados: Mãe Aninha, Eugênia Anna dos Santos - Iyalorixá Oba Biyi e Martiniano do Bonfim, Ojé L’ade, inaugurando, assim, um caminho de afirmação entre a tradição popular e o campo erudito que estuda a cultura africana-brasileira.

Viveu no Rio de Janeiro desde 1939, onde trabalhou como jornalista, ensaísta e professor, sempre voltado para as questões que tocavam a brasilidade e o popular. Em 1959 iniciou sua carreira de professor, com o ensino da disciplina Bibliografia do Folclore, no Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional. Mais tarde passa a ministrar, na condição de professor visitante, cursos em várias universidades brasileiras, entre as quais, as de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

O Museu de Folclore tem seu nome desde 1976, Edison Carneiro foi um dos inspiradores da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro (CDFB), criada em 1958. Em sua gestão como diretor-executivo da Campanha, no período 1961-64, foi inaugurada a Biblioteca Amadeu Amaral e iniciada a aquisição de peças para o Museu, cuja criação se deu em 1968, sob sua inspiração.

Em 1969, foi agraciado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis, e mais, também foi condecorado com a Medalha Sílvio Romero pelo Governo da Guanabara e com a Medalha Euclides da Cunha, pela cidade de São José do Rio Preto.

Dentre as instituições em que atuou, destacam-se, além de várias universidades brasileiras, o Conselho Nacional de Folclore, a Comissão Nacional de Folclore, vinculada à Unesco, e entidades internacionais como as Sociedades de Folclore do México, Argentina e Peru.

Edison Carneiro foi presidente de honra de diversas agremiações carnavalescas, entre elas as escolas de samba Portela, Salgueiro, Mangueira, no Rio de Janeiro, e o Afoxé Filhos de Gandhi, em Salvador.
A transformação da CDFB em órgão de caráter permanente foi concretizada pela criação do Instituto Nacional de Folclore (1978), atual Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular.

É autor das seguintes obras, entre outras: Religiões Negras, 1936; Negros Bantos, 1937; Candomblés da Bahia, 1948; O Quilombo dos Palmares, 1947; Antologia do Negro Brasileiro, 1950.

Intelectual militante especializou-se em temas voltados à história do negro e a valorização de sua cultura, inclusive indo à África em 1961 para pesquisar a cultura ioruba e assim dimensionar sua influência entre os afrodescendentes brasileiros.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1972



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