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Refer锚ncias Bibliogr谩ficas

Gonçalves, Aguinaldo José. Cruz e Souza. Victor Civita, 1982.

Magalhães Jr, Raimundo. Poesia e vida de Cruz e Souza. Civilização Brasileira – MEC, 1975.

Oliveira, Eduardo (org). Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo, Congresso nacional, 1998.

Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo, Selo Negro, 2004.
Cruz e Souza
(1861-1898)

Em 24 de novembro de 1861, nasceu João da Cruz e Souza, na antiga Desterro, hoje Florianópolis, capital de Santa Catarina. Filho de um casal de forros do Marechal Guilherme, teve uma educação esmerada, patrocinada pelos patrões de seus pais, dos quais adquiriu seu sobrenome.

Freqüentou as melhores escolas de Florianópolis, tornando-se jornalista e professor. Foi defensor da causa abolicionista e percorreu o Brasil em campanha contra a escravidão. Sua poesia, naquele momento, refletia suas posições políticas. Com Tropos e Fantasia, livro de 1885, Cruz e Souza se notabilizou por denunciar a acomodação da Igreja Católica à causa da escravidão.

Após a abolição da escravatura, mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1890. Publicou os livros Missal e Broqueis, lançados simultaneamente em 1893. No mesmo ano em que se casou com Gavita, Cruz e Souza foi nomeado funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil.

Sua poesia explicitava o conflito de ter tido uma sólida educação européia, ao mesmo tempo em que portava a bagagem cultural de origem africana. Segundo Nei Lopes, esse dilema lhe permitiu criar uma poética singular.

Em 1897, com tuberculose, concluiu os livros Evocações e Faróis, entregando seu espólio literário ao amigo Nestor Vítor. Cruz e Souza faleceu em decorrência de sua enfermidade em 19 de março de 1898, na cidade de Sítio (atual Antônio Carlos), em Minas Gerais.

Nestor Vítor, um grande incentivador de Cruz e Souza, promoveu postumamente a edição de Evocações, ainda no mesmo ano da morte do autor. Em 1900 foi a vez de Faróis. Últimos Sonetos foi publicado em Paris em 1905. A primeira edição da obra completa do poeta sairia em 1923.


Cruz e Souza não chegou a gozar de grande prestígio em vida, mas foi considerado o maior expoente do simbolismo brasileiro, uma escola que abriu os caminhos para o Modernismo da Semana de 1922.

Informa莽玫es Relacionadas

www.fcc.sc.gov.br/cruzesouza/vida-obra.htm
Pauli, Evaldo. Cruz e Souza o mestre do simbolismo. Esta obra, em versão completa encontra-se disponível no site www.cfh.ufsc.br/~simpozio/cruz_e_souza/978sc000.html