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Refer锚ncias Bibliogr谩ficas

Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo, Selo Negro, 2004.

Diniz, Edinha. Chiquinha Gonzaga, Uma História de Vida. Codercri, 198.
Chiquinha Gonzaga
(1847-1935)

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1847. Seus pais – uma mulata solteira e o Marechal Jose Basileu Neves Gonzaga, na época primeiro tenente – só viriam a se casar quando Chiquinha tinha três anos. Por conta da família paterna, Francisca teve a educação esmerada dada às moças de boa estirpe no século XIX. Sua família gozava de certo prestígio, pois era parente distante do Duque de Caxias.

Chiquinha casou-se aos 16 anos. A independência e o amor à música foram motivos de desentendimentos desde o início de sua relação. Seu casamento durou pouco. Ainda assim, desta união resultaram três filhos. Mais tarde, Chiquinha se envolveu com João Batista de Carvalho Junior, com quem teve uma filha. Em 1899, conheceu João Batista Fernandes Lage, jovem português de apenas 16 anos. Nasceu então um romance que durou até o fim de sua vida, apesar da diferença de idades.

Francisca foi uma mulher pioneira em vários aspectos. Primeiro porque não agiu de acordo com os preceitos de sua classe social ao se separar, fato incomum que causou escândalo na época. Depois, por escolher uma profissão que pertencia essencialmente ao universo masculino: tornou-se compositora para o teatro de revista e mais tarde se transformaria numa grande regente.

Precursora da música popular brasileira, enfrentando preconceitos machistas, compôs músicas para 77 peças teatrais e assinou cerca de 2 mil composições. Chiquinha é autora de Ó, abre alas, a primeira marchinha de carnaval do país. Mais tarde, para espanto geral, seu maxixe Corta-Jaca foi tocado pela primeira-dama, numa recepção no Palácio do Catete.

Defensora dos direitos autorais dos músicos, foi uma das fundadoras da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, a Sbat, que existe até hoje. Ao mesmo tempo em que era engajada em defesa de sua profissão, tinha uma visão social mais ampla. Lutou pelo fim da escravidão e apoiou vivamente a causa republicana.

Chiquinha começou sua carreira de maestrina em 1885, com a revista A Corte na Roça. Suas duas primeiras peças não foram aceitas pelo fato dela ser mulher. Ainda assim, Chiquinha seria celebrizada como primeira maestrina brasileira. 

Em 1912, foi encenada a peça Forrobodó. Seus personagens eram tipos populares, característica inusitada na época, e caíram no gosto do público. As músicas do espetáculo, de autoria de Chiquinha, eram cantadas por toda a cidade. Foi seu maior sucesso teatral e um dos maiores êxitos de toda a história do teatro de revista do Brasil.

Chiquinha Gonzaga viveu até os 87 anos, compondo até os 85. Faleceu no dia 28 de fevereiro de 1935, no Rio de Janeiro.

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www.chiquinhagonzaga.com.br
Vasconcelos, Ari. Panorama da Música Popular Brasileira La Belle Époque. RJ: Livraria Santana, 1977.