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Refer锚ncias Bibliogr谩ficas

Costa, Haroldo. Fala, Crioulo. Rio de Janeiro, Editora Record, 1982.

Oliveira, Eduardo (org). Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo, Congresso nacional, 1998.

1000 que fizeram o século XX – Editora Três-Isto É.

Revista Raiz da Liberdade, do Congresso Nacional Afro-Brasileiro – 1997.

Larousse Cultural – Brasil A/Z – Editora Universo – 1988.

Adhemar Ferreira da Silva
(1927- 2001)

Adhemar Ferreira da Silva nasceu em 29 de setembro de 1927, na cidade de São Paulo. De família pobre, começou a trabalhar muito cedo para auxiliar no orçamento familiar.

Trabalhando de dia e estudando à noite, o jovem Adhemar só iria conhecer o atletismo aos 18 anos, quando começou a treinar em sua hora de almoço. Em seu primeiro salto, considerado excepcional para um iniciante, conseguiu a incrível marca de 12,90m.

Ao saltar 15m, conseguiu se classificar para as Olimpíadas de Londres em 1948, a primeira a ser realizada depois da Segunda Guerra Mundial. Sua participação lhe rendeu um modesto 14º lugar, com o singelo salto de 14,46m. Esta situação se reverteria no campeonato sul-americano de atletismo de 1949, quando estabeleceu seu primeiro recorde de 15,51m. A partir daí, por cinco vezes foi campeão olímpico sul-americano na modalidade de salto triplo.

Entre a Olimpíada de 1948 e a de Helsinque, em 1952, além de bater o recorde sul-americano que já perdurava por 25 anos, Adhemar bateria o recorde mundial que até então pertencia a Naoto Tajima. Em 1951, foi campeão pan-americano em Buenos Aires, Argentina.

As Olimpíadas de Helsinque consagrariam Adhemar definitivamente. Já campeão mundial (com a marca de 16,01m), ele quebrou seu próprio recorde em quatro das seis tentativas de salto a que tinha direito, consagrando-se campeão olímpico com 16,22m. Ao subir ao pódio para receber a medalha de ouro, muito emocionado, Adhemar teria dado uma volta completa na pista para agradecer a ovação, criando assim a famosa volta olímpica, até então inexistente.

Em Melbourne, em 1956, ele voltaria a ganhar a medalha de ouro, estabelecendo o novo recorde para a modalidade: 16,35m. Sua maior marca ocorreu no Pan-Americano do México, em 1955, quando saltou os incríveis 16,56m. Sua última participação olímpica foi em Roma em 1960. Na ocasião, sem saber que havia contraído tuberculose, Adhemar conseguiu alcançar apenas o modesto 11º lugar, encerrando sua carreira olímpica.

Adhemar Ferreira da Silva foi um grande esportista, bicampeão olímpico, dez vezes campeão brasileiro, pentacampeão sul-americano, tricampeão pan-americano, acumulando ao longo de sua carreira mais de 40 títulos e troféus internacionais. Segundo Nei Lopes, foi o maior campeão olímpico brasileiro do século XX.

Ao lado deste gigante do atletismo, existiu um Adhemar que poucos conhecem. Ele completou a Escola Técnica de Belas Artes em São Paulo, tornando-se escultor, fez Educação Física na Escola do Exército, Direito na Universidade do Brasil e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Casper Libero. Falava fluentemente inglês, alemão, italiano e espanhol. Por estas qualidades, foi Adido Cultural na Embaixada Brasileira em Lagos, na Nigéria, entre os anos de 1964 e 1967.

Em 1956, participou como ator da peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, e no posterior filme de produção franco-italiana que acabou ganhando o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Até o ano de 2000, trabalhou para o Estado de São Paulo, sempre no setor de esportes, inclusive na organização do Gran Prix de Atletismo. Em 1996, ele se tornaria coordenador da área de esportes da Faculdade de Santana em São Paulo.

Adhemar Ferreira da Silva faleceu em 12 de janeiro de 2001, aos 73 anos, vítima de parada cardíaca.


Informa莽玫es Relacionadas

www.mundodosesportes.com.br
www.bestsports.com.br

LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. SP: Selo Negro.
TUBINO, M J G. Esporte no Brasil. SP: Ibrasa.
SIVIERO, Tânia. Herói por nós — Adhemar Ferreira da Silva, o ouro negro brasileiro", SP:.DBA.