Mestre Bimba (1899-1974)
Por Tonho Mat茅ria




CENA 1 – INT - MONTAGEM SOBRE FOTO

BIMBA
Houve um tempo em que a capoeira era tida como coisa de marginal, malandro e arruaceiro. Eu dediquei a minha vida toda a provar que esta visão era completamente errada.

CENA 2 – Int - Mix de fotos de arquivo

BIMBA
(V.O.)
Meu pai era mestre no Batuque, um tipo de luta cheia de rasteiras. Com ele, eu aprendi muitos golpes. Resolvi, então, juntar a Capoeira de Angola com o Batuque, e criei um novo estilo de luta, com mais golpes e ritmo acelerado, que chamei de Capoeira Regional. Nos anos 30, criei a primeira academia de capoeira do Brasil e passei a ensinar o meu estilo, que se tornou popular no Brasil inteiro.


BIMBA
(V.O.)
Mais ou menos nessa época, fui chamado a comparecer ao palácio do governador. Achei que era pra ser preso. Mas que nada, era pra me apresentar com os meus alunos para várias autoridades. Entre elas, o Presidente Getúlio Vargas. Ele ficou entusiasmado. A partir daí, acabou a perseguição à capoeira e aos capoeiristas.

BIMBA
(V.O.)
Corri o Brasil inteiro mostrando a minha capoeira e, com isso, tirando a minha arte da marginalidade. Capoeira não é dança; é um esporte, como o boxe, o jiu-jitsu, o judô e a luta Greco-romana. É a legítima arte marcial criada no Brasil. Sou Mestre Bimba. Sou um cidadão negro brasileiro.

CENA 3 – INT - MONTAGEM SOBRE FOTO

ATOR DE BIMBA
“A surpresa é a melhor arma de luta”, disse Mestre Bimba. E eu digo, sou Tonho Materia. Sou um cidadão negro brasileiro.

 

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