Andr茅 Rebou莽as (1838-1898)
por Alexandre Moreno

 



ANDRÉ REBOUÇAS

CENA 1

ANDRÉ REBOUÇAS entra sobre foto do Porto do Rio de Janeiro, depois da construção das docas.

Rebouças
Quando eu desembarquei aqui, vindo da Bahia com a minha família, o Rio era o centro do império, mas ainda tinha muito o que fazer pela cidade. Meu pai era parlamentar e conselheiro do império. Nos matriculou nas melhores escolas do Rio e ainda nos deu a chance de completar os estudos na Europa.

CENA 2

Rebouças
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Para o jovem engenheiro que eu era, diminuir o contraste entre a realidade européia e a brasileira era um grande desafio. Era preciso modernizar o Brasil.

Rebouças
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Era preciso ter portos capazes de transformar o comércio em um negócio ainda mais atraente. E eu construí as primeiras docas do Rio, da Bahia, de Pernambuco e do Maranhão.

Rebouças
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Desde que cheguei aqui pensei: por que não aproveitar esses abundantes rios para criar um sistema de abastecimento de água e acabar de vez com esse vaivém de moringas?

Rebouças
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Aí veio uma grande seca e eu fui convocado a traçar o Plano de Abastecimento de Água da Cidade do Rio de Janeiro.

Rebouças
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Mas era preciso muito mais para fazer do Brasil, uma nação moderna. Era preciso pôr fim à escravidão.

Rebouças
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Era preciso tornar todos os homens livres. Era preciso libertar também a terra dos antigos e decadentes proprietários coloniais e distribui-la de forma racional entre ex-escravos e imigrantes.

Rebouças
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A abolição da escravatura eu vivi para ver. A democracia rural, não. Pra quem não me conhece, me apresento: Sou André Rebouças. Sou um cidadão negro brasileiro.

CENA 3

Foto da boca do Túnel Rebouças (RJ).

Alexandre Moreno
O engenheiro André Rebouças foi também abolicionista, matemático, astrônomo, biólogo, geólogo, higienista e filantropo.
Rebouças disse: “Quem possui a terra possui o homem”. E eu digo: sou ALEXANDRE MORENO. Sou um cidadão

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